sábado, 27 de junho de 2009

O Nosso Primeiro Ministro

Em jeito de redacção

 

O nosso primeiro ministro sabe muito. Forjou um licenciatura, o seu nome aparece em casos arquivados muito pouco transparentes (freeport – este vai acabar arquivado, cheira-me - , cova da beira…), é apanhado em trapalhadas e contradições dia sim dia não (só na última semana foi: o caso de aquisição de 30% do capital da Media Capital por parte da PT; o Carlos Guerra que pôs o seu lugar à disposição, mas não pôs, mas afinal pôs; a história da fundação da Sociedade de Informação, que acabou mais ou menos esclarecida), resumindo, é, comprovadamente, um estapulha. Um estapulha ao nível de um João Jardim ou um Pinto da Costa. A diferença é que estes últimos têm obra feita e não enganam ninguém a respeito da sua idoneidade, Sócrates tem uma obra genericamente mal feita e continua a enganar.

Ele, de facto, engana bem mas tem uma postura política que arrecada votos e faz parecer franzinos os seus adversários políticos, que, honestamente, não parecem estar à altura.

Na oposição “favorita” [PSD], não há um plano, uma estratégia, um rumo para o País. Não se vislumbra uma ideia global consistente nem tampouco um debate interno construtivo. E nisso Sócrates, mal ou bem, parece ganhar. Vêem- se fóruns e debates do PS a torto e a direito, vê-se Sócrates a procurar ideias noutros sectores da sociedade e política. No PSD, vê-se Rangel afoito e de resto uma pasmaceira. E Sócrates ataca essa pasmaceira e falta de criatividade. Lede aqui.

Resta-nos o dilema: Na próximas legislativas teremos à escolha um Sócrates, aparentemente democrático, criativo, inovador e contagiante mas…. corrupto com provas dadas, de carácter ditador e mentiroso compulsivo ou uma Manuela Ferreira Leite amorfa, sem novidade, sem sangue na guelra nem em lado nenhum, avó e cansativa? – não que eu tenha alguma coisa contra avós, mas o serviço de primeiro-ministro não me parece ser o mais indicado para elas.

Perante esta triste realidade não podemos ficar perplexos sem procurar alternativas. As alternativas existem, competentes e idóneas. Os ditos partidos pequenos não podem ser tratados como partidos pequenos e têm que ser vistos como possíveis escolhas. Tanto o MEP como o MMS têm ideias, planos e estratégias para o país e a propósito dos vários sectores do Estado. É curioso como suplantam o PSD em projectos. Comparem os sites.

Está na hora da maioria silenciosa de hoje, descontente com o tudo na mesma e com uma democracia de pouca qualidade, se fazer ouvir e acabar com o poder excessivo do centrão, é a única forma de mudar o quer que seja.

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