sexta-feira, 31 de julho de 2009

Porque não vou votar PS, duas pequenas grandes razões.

Não vou votar PS. Já era mais que patente pelo que tenho publicado neste espaço. A minha decisão ganha consistência ao ler o programa eleitoral do PS. A razão essencial é a minha divergência de visão em relação às coisas. Em dois aspectos. No que toca à família e no que diz respeito à justiça, as bases sobre as quais se ergue uma sociedade. Sem justiça e sem família, a sociedade é um amorfismo jacobino e anti-democrático.

O PS vê a família como “um poderoso factor de coesão, igualdade de oportunidades e desenvolvimento económico.” Chavões vazios que demonstram que o PS não sabe o que é uma família, nem o que é a família. Esta definição podemos aplicar a muitas outras realidades sociais. Uma empresa ou uma fundação também podem ser um poderoso factor de coesão, igualdade de oportunidades e desenvolvimento económico.

Por outro lado, o PS vê a justiça, não como um direito fundamental num Estado de Direito - um direito próprio da democracia e que o Estado não pode, de forma alguma, alheá-lo dos cidadãos. Mais do que o Direito do acesso à justiça, o cidadão tem o Direito à justiça. O Direito a que o Estado crie mecanismos, a qualquer custo, para que lhe seja feita justiça. Ao contrário, para o PS, a justiça é um serviço. Cito: “O PS pugna por uma Justiça que seja vista pelos cidadãos mais como um serviço do que como um poder. O PS orientará a sua acção no Governo no sentido de a Justiça ser virada para o cidadão, como consumidor de um serviço.” Com este entendimento da justiça é fácil antever que consequências podem advir daqui.

Já me bastava viver no país de Sócrates para não votar PS, lido o programa eleitoral (há outras coisas com as quais não concordo, mas não as vou esmiuçar aqui) a minha decisão transformou-se numa convicção.

Vergonha

Sempre que visita um país, o chefe tibetano Dalai-Lama causa sempre desconforto aos líderes políticos desses países. Desta vez foi a Suiça. Nenhum Conselheiro Federal (espécie de ministro suiço) receberá o líder tibetano. Aparentemente por razões de agenda, mas bem sabemos porquê. Disto nos dá conta o Nouvelliste.

Ele há coisas!

Ao que parece pode conduzir-se de chinelos! É o DN que confirma

Sir Bobby Robson

Um pouco por todo o mundo, hoje se noticiava a morte de um grande do futebol, que nos honrou a todos na sua passagem por este país à beira mar plantado, tendo conquistado 2 títulos nacionais. No Público, a fotografia gira do Times.

Fica aqui a homenagem.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Patético

O iberismo é patético e sintomático de uma visão transcendentalmente neutra do povo, e da cultura. De uma visão que só olha utilitariamente para números. Saramago continua a achar que “ainda assim move-se”.

Afinal quem é mentiroso?

Pelas 17:46 do dia de hoje, a edição online do JN indicava que teria sido Paulo Campos, secretário de estado das Obras públicas o autor do convite a Joana Amaral Dias para os afamados lugares públicos.

Duas horas depois, também na versão online do Público, aparece novo desmentido de Paulo Campos de que o teria feito.

Afinal quem mente? Custa-me acreditar no categórico desmentido do PS, nomeadamente vindo das pessoas do seu porta-voz e secretário-geral, pela simples razão de que não tinham outra hipótese se não desmentir.

Ineditamente, concordo com Louçã, no que toca ao ataque que faz à promiscuidade entre o partido e o estado, o aproveitamento deste por aquele.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Irão, Islão e Estado de Direito

Depois de uma barrigada de textos deste senhor para a cadeira de História das Relações Internacionais, eis que encontrei um bom texto de Francis Fukuyama, especialista estadounidense em política económica internacional. Versa sobre o sistema político iraniano, um sistema “eleitoral autoritário”, semelhante ao da Venezuela de Chavez e ao da Rússia de Putin. Aborda também a interessante relação religião/estado de direito, demonstrando que é dogmaticamente possível ter um estado de direito religioso e ter um estado totalitário irreligioso. Há muitas vezes a confusão entre laicismo e laicidade, entre religiosidade e teocracia. Este texto, além de nos dar uma boa panorâmica daquilo que é o sistema iraniano, deixa pano para mangas. Tirado de Wall Street Journal, talvez venha a traduzi-lo, se houver tempo e vontade, um dia destes.

By FRANCIS FUKUYAMA

When Columbia University President Lee Bollinger introduced Iranian President Mahmoud Ahmadinejad at his school in September 2007, he denounced him as a “petty tyrant.”

Ahmadinejad is many bad things, including a Holocaust denier and a strong proponent of a nuclear Iran. But as recent events have underlined, Iran is not quite a tyranny, petty or grand, and the office Ahmadinejad occupies does not give him final say in Iranian affairs. That role is more truly occupied by Ayatollah Ali Khamenei, head of the Council of Guardians and Iran’s supreme leader.

A real tyranny would never permit elections in the first place—North Korea never does—nor would it allow demonstrations contesting the election results to spiral out of control. Yet Iran is no liberal democracy. So what kind of beast is it? And in what ways should we want its regime to evolve?

Political scientists categorize the Islamic Republic of Iran as an “electoral authoritarian” regime of a new sort. They put it in the same basket as Hugo Chávez’s Venezuela or Vladimir Putin’s Russia. By this view, Iran is fundamentally an authoritarian regime run by a small circle of clerics and military officials who use elections to legitimate themselves.

Others think of Iran as a medieval theocracy. Its 1979 constitution vests sovereignty not in the people, but in God, and establishes Islam and the Quran as the supreme sources of law.

The Iranian Constitution is a curious hybrid of authoritarian, theocratic and democratic elements. Articles One and Two do vest sovereignty in God, but Article Six mandates popular elections for the presidency and the Majlis, or parliament. Articles 19-42 are a bill of rights, guaranteeing, among other things, freedom of expression, public gatherings and marches, women’s equality, protection of ethnic minorities, due process and private property, as well as some “second generation” social rights like social security and health care.

The truly problematic part of the constitution is Section Eight (Articles 107-112) on the Guardian Council and the “Leader.” All the democratic procedures and rights in the earlier sections of the constitution are qualified by certain powers reserved to a council of senior clerics.

These powers, specified in Article 110, include control over the armed forces, the ability to declare war, and appointment powers over the judiciary, heads of media, army and the Islamic Revolutionary Guard Corps. Another article lays out conditions under which the Supreme Leader can be removed by the Guardian Council. But that procedure is hardly democratic or transparent.

One does not have to go back to the Middle Ages to find historical precedents for this type of constitution. The clearest parallel would be the German Constitution adopted after the country was unified in the 1870s. Pre-World War I Germany had an elected parliament, or Reichstag, but reserved important powers for an unelected Kaiser, particularly in foreign policy and defense. This constitution got Germany into big trouble. The unelected part of the leadership controlled the armed forces. Eventually, though, it came to be controlled by the armed forces. This seems to be what’s unfolding in Iran today.

Compared to Section Eight, the references in the Iranian Constitution to God and religion as the sources of law are much less problematic. They could, under the right circumstances, be the basis for Iran’s eventual evolution into a moderate, law-governed country.

The rule of law was originally rooted in religion in all societies where it came to prevail, including the West. The great economist Friedrich Hayek noted that law should be prior to legislation. That is, the law should reflect a broad social consensus on the rules of justice. In Europe, it was the church that originally defined the law and acted as its custodian. European monarchs respected the rule of law because it was written by an authority higher and more legitimate than themselves.

Something similar happened in the pre-modern Middle East. There was a functional separation of church and state. The ulama were legal scholars and custodians of Shariah law while the sultans exercised political authority. The sultans conceded they were not the ultimate source of law but had to live within rules established by Muslim case law. There was no democracy, but there was something resembling a rule of law.

This traditional, religiously based rule of law was destroyed in the Middle East’s transition to modernity. Replacing it, particularly in the Arab world, was untrammeled executive authority: Presidents and other dictators accepted no constraints, either legislative or judicial, on their power.

The legal scholar Noah Feldman has argued that the widespread demand for a return to Shariah in many Muslim countries does not necessarily reflect a desire to impose harsh, Taliban-style punishments and oppress women. Rather, it reflects a nostalgia for a dimly remembered historical time when Muslim rulers were not all-powerful autocrats, but respected Islamic rules of justice—Islamic rule of law.

So what kind of future should we wish for Iran, in light of the massive demonstrations? My own preference would be for Iran to some day adopt a new, Western-style constitution guaranteeing religious freedom, a secular state, and sovereignty vested firmly in the people, rather than God.

But a considerable amount of anecdotal evidence (we don’t have anything better) suggests this is not necessarily the agenda of the protesters. Many of them, including opposition candidate Mir Hossein Mousavi, say they want Iran to remain an Islamic Republic. They look at the radical regime change that occurred in next door Iraq and don’t want that for themselves. What they seem to wish for is that the democratic features of the constitution be better respected, and that the executive authorities, including the Guardian Council, and the military and paramilitary organizations, stop manipulating elections and respect the law.

Iran could evolve towards a genuine rule-of-law democracy within the broad parameters of the 1979 constitution. It would be necessary to abolish Article 110, which gives the Guardian Council control over the armed forces and the media, and to shift its function to something more like a supreme court that could pass judgment on the consistency of legislation with Shariah. In time, the Council might be subject to some form of democratic control, like the U.S. Supreme Court, even if its members needed religious credentials.

Eliminating religion altogether from the Iranian Constitution is more problematic. The rule of law prevails not because of its formal and procedural qualities, but because it reflects broadly held social norms. If future Iranian rulers are ever to respect the rule of law as traditional Muslim rulers once did, it will have to be a law that comes from the hearts of the Iranian people. Perhaps that will one day be a completely secular law. That is unlikely to be the case today.

Unfortunately, Iranians may never get to make the choice for themselves. The clerical-military clique currently exercising power is likely to drag Iran into conflict with other countries in the region. This could easily consolidate its legitimacy and power. Let us hope that the country’s internal forces push for an evolution of the political system towards genuine rule of law and democracy first.

Mr. Fukuyama, professor of international political economy at the Johns Hopkins School of Advanced International Studies, is author of “America at the Crossroads: Democracy, Power, and the Neoconservative Legacy” (Yale, 2006).

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Candidato e o Primeiro-Ministro

o antes e depois

 

Interessante vídeo sobre as incongruências do nosso primeiro ministro. Como é curioso que se muda de opinião e de pensamento tão rapidamente.

Divulgado no Jamais.

sábado, 25 de julho de 2009

Sócrates 2009, o Futuro e a Família

É ridícula a fulanização, o elogio do indivíduo, e o servilismo patético de toda uma máquina partidária, tudo em volta de um fulano: Sócrates. Já muitos se têm debruçado sobre o tema, não o faremos aqui.

Foi hoje apresentado o programa eleitoral do partido socialista (ou está sendo, por agora). As linhas mestras são: manutenção das políticas sociais e o olhar para o futuro por meio da modernização.

Não entendo como é possível que se olhe para o futuro por meio da modernização esquecendo as crianças e o investimento numa nova geração, autêntico e primeiro sustento do futuro. As políticas sociais desenvolvidas e a modernização são fantochadas que não resolvem a dramática taxa de natalidade em Portugal (em média cada mulher tem 1,36 filhos, quando o MÍNIMO necessário para garantir a renovação geracional é 2,1). É um drama esquecido pelos socialistas e até desprezado. Não é por falta de vontade que as mulheres têm menos filhos, é por falta de condições económicas e sociais. Demonstram-no estudos. É absolutamente patético o investimento na tecnologia infantil (aka Magalhães), o aumento insignificante do abono de família em detrimento de uma verdadeira política pela família.

Pergunto-me se os socialistas, que condenam a direita pela insensibilidade social, ao fim ao cabo, não desprezam também eles a sociedade, na sua célula mais elementar que é a família.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Morra o Dantas, PUM

Andei alheado do Festival do Largo, mas parece que houve burburinho. Remeto para Húmus, que fez boa cobertura, a partir do Público! Vede aqui e aqui a continuação.

É curioso como 100 anos de pois o famoso manifesto continua sendo pano para mangas!

Já agora deixo o link de uma boa interpretação do manifesto já subentendido pelos leitores.

Também já agora cito memorável frase do dito manifesto: “Fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam 2 séculos a gastar!”

Contrariando

Quanto à ideia generalizada que a Igreja é homofóbica, que não suporta homossexuais e os discrimina (na confusão entre condenar o pecado ou condenar o pecador), achei curioso este artigo. Claro que, em Portugal, a comunicação social nunca faz chegar ao público a verdade e a opinião generalizada acaba sempre por ser completamente distorcida. Há uma proliferação inaudita de meias-verdades, meias-mentiras que afasta toda a tal opinião generalizada dos factos verdadeiros (isto em relação a quase tudo).

Voltando ao tema, achei curioso que, no final da vida, em Inglaterra, um homossexual brilhante, proscrito pela família, sociedade e até pelos outros intelectuais, só tivesse sido acolhido, (imagine-se!) pela Igreja, mesmo depois de ter dito coisas como “I can resist everything except temptation", e "the only way to get rid of temptation is to yield to it".

terça-feira, 21 de julho de 2009

Da absoluta ignorância que vai na discussão sobre a educação III

Já me revolta tamanha ignorância. Especialmente da massa acrítica que despoleta esta notícia. É fácil exigir qualidade, é fácil querer que aqueles que são pagos pelos impostos sejam o mais eficientes/competentes. É fácil ser ignorante e falar do que não se sabe. Os professores queixam-se pelas alterações que foram feitas ao sistema de avaliação. (sim para quem não sabe havia um sistema de avaliação) Para quem queira falar/escrever com conhecimento de causa recomendo vivamente a leitura do Decreto Regulamentar nº 11/98 – antigo sistema de avaliação dos professores e compare com o novo sistema, que requer a leitura conjugada do Decreto-Lei nº 15/2007 (estatuto carreira docente) e do Decreto Regulamentar nº 2/2008 (que revoga o sistema de avaliação anterior).

É muito fácil estar sentado a manda bitaites com base na comunicação social. A crítica requer rigor e honestidade.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Família

Tenho adiado um artigo, que pretendia razoavelmente desenvolvido, sobre a família. Sobre a família como fundamento da sociedade, como força motriz das estruturas políticas e económicas. A discussão e o reconhecimento da família como fulcro da sociedade de hoje urge à medida que o tempo passa e que se afirmam cada vez com mais vigor ataques, axiologicamente cegos e meramente utilitaristas, contra a família. Esses ataques e essa ideologia utilitária advém do egoísmo do homem. Da ideia que se instala de que a vida temo-la para nós e que isso no traz prosperidade.  Está mais que provado, na experiência da história do homem, em todos os ramos, que o ensimesmento traz a decadência e a morte. Por analogia, vejamos que os estados economicamente isolados e proteccionistas tendem a ser menos prósperos. Toda a realidade da vida vive à volta da dualidade individualismo/bem comum.

Os ataques sub-reptícios mais prementes à família, neste momento, são, sem dúvida, o apoio da união homossexual equivalente ao da família tradicional (subvertendo o princípio do tratamento igual ao que é igual e diferente ao que é diferente); o aborto como prática aceite sem perplexidades, ao invés de um forte apoio à natalidade.

Felizmente, não estou sozinho e gostaria de divulgar aqui um caderno da APFN (associação de famílias numerosas)  intitulado “Família – Semente de futuro”. Revejo-me nestas posições e aconselho a sua leitura, especialmente aos que ao lerem este meu post não concordem com ele, a bem do exercício do contraditório e do progresso hegelino pelo confronto entre a tese-antítese.

sábado, 18 de julho de 2009

Até quando a liberdade de religião

Em Portugal disto não chegou eco, praticamente.

Ao que parece o presidente da FIFA quer banir dos campos de futebol manifestações religiosas, depois de, segundo ele, o Brasil ter demorado tempo de mais a dar graças a Deus no final da partida da Taça das Confederações. Segundo o dirigente, estas manifestações têm que acabar, tal como outras que os jogadores tenham (por exemplo, o típico sinal da cruz antes de entrar em campo).

Ao fim ao cabo, pelos vistos para este senhor a religião é tão perigosa no futebol como o racismo.

Não me incomoda mas acho importante divulgar estas coisas! Acho curioso…

 

Fontes:aqui, e aqui. A Ecclesia dá também conta do assunto.

Tropfest NY 2008 winner “Mankind is no Island”

 

Esta mensagem veio parar ao meu e-mail. A fonte apenas informou “encaminho”. Não sei de onde veio. É lamechas mas vale a pena ver, até porque é curtinho.

«O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou

há 16anos em Sydney (1993), na Austrália. Teve a sua 1ª edição no ano

passado em Nova York. O vencedor de 2008  foi este filme  totalmente

filmado com um telemóvel em Sidney e NY por Jason van Genderen

O seu orçamento foi de 40 dólares (+/- 30 euros) !

Eleições no Irão, documentário muito bom

As coisas vistas por dentro, para quem só ainda ouviu as notícias na 3ª pessoa. Também para quem acha que todas as mulheres no médio oriente são abaixo de cão e para quem ainda confunde árabes com persas.Vede aqui.

 

Link retirado daqui.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Iniciativa

Costuma dizer-se que a sociedade portuguesa, de brandos costumes, é politicamente amorfa. Penso que essa realidade tem vindo a conhecer algumas mudanças, nomeadamente pelo despontar, um pouco tímido, de variados movimentos de cidadãos. A política democrática faz-se de cidadania. Eis aqui e acoli a notícia e o conteúdo da notícia de mais uma iniciativa cidadã. As perguntas que se colocam são as muitas que, mais ou menos, todos temos colocado nos últimos tempos. Os partidos têm a obrigação ética, política de responder e devia haver algum mecanismo muito bem engendrado que punisse os partidos que não respondem com objectividade e oportunidade ao que os cidadãos perguntam (pode parecer pateticamente inconcebível mas era ideal).

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Direito quase a prevalecer

Conheço quem já tenha sido inspeccionado pela ASAE. Os comportamentos daquela “força policial” descritos são mais que abusivos, além de serem dotados de um abuso de autoridade, parece que essa autoridade é lhe concedida por disposições legais inconstitucionais. A decisão da Relação só produz efeitos relativamente ao caso concreto mas pode ser que o Tribunal Constitucional declare a inconstitucionalidade com força obrigatória geral. Se assim for, como esperamos, repõe-se a conformidade com o que está certo e prevalece a justiça: a Agencia de Segurança Alimentar e Económica deixará de ser “força policial” e pode ser que faça a sua obrigação: servir os cidadãos e não maltrata-los.

Do rasgar ao continuar

Depois da contradição que fez correr rios de tinta, Manuela Ferreira Leite vem esclarecer. Afinal, o que está em causa é a execução das políticas sociais. Mas isto que sugere MFL o que tem de oposição? Mais uma vez se sublinha a falta de dinamismo do PSD que, como se não bastasse o facto não apresentar nenhuma proposta bem estruturada e consistente, ainda pega a boleia das políticas sociais encetadas e mantidas pelo PS. Se o que está mal é a execução dessas políticas porque é que MFL não se muda simplesmente para o PS? E por dentro tenta aplicar as políticas correctas… É que até o próprio António Costa é mais opositor deste governo (lembre-se daquilo que disse de Mário Lino) do que MFL… Continuamos à espera de saber o que tem o PSD tem pensado de novo para o País.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Júlio César

Há 2109 anos atrás nascia, no dia de hoje,  Gaius Julius Caesar (Caio Júlio César), que sempre ficará para a história como um dos maiores líderes de sempre. A ele, conhecedor da realidade lusitana (esteve por cá no início da sua carreira política como questor) se atribui uma linda expressão: “Nos confins da Ibéria há um povo que não se governa nem se deixa governar”.

Fazendo a ponte para os dias de hoje, boa leitura esta.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estava a pedi-las… João Tiago Silveira 2-0 Manuela Ferreira Leite

Pois naturalmente que o PS ia aproveitar a deixa… Depois da estória da privatização da PT JTS manda esta.

Fraquinha, muito fraquinha

É inadmissível: o descaramento, a incoerência, o cansaço, a ligeireza, a fragilidade, a podridão, a tristeza, o desarrumo e desaprumo, a desorganização, a falta de criatividade e de lucidez e de discernimento, a incapacidade de imaginação , o desacerto entre o dito antes e o dito agora, a flacidez do discurso, o imobilismo impotente entranhado, a palidez das ideias, a mortandade do pensar novas coisas, a inexperiência, o vazio tão mudo das palavras, a indescritível imaturidade – diria que politicamente virgem –,  a falta de liderança e de carisma, o ambiente conturbado. Tudo isto é inadmissível num partido e numa líder partidária que pretendem o poder; tudo isto é inadmissível como alternativa. Se o trabalho de Sócrates é discutível (especialmente quando pensamos em demagogia, autoritarismo, mentira compulsiva) Manuela Ferreira Leite é inadmissível como alternativa. O voto no PSD a 27 de Setembro de 2009 é simplesmente inadmissível e irresponsável.

Isto é gozar com o eleitorado:

"Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer"

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Boa resposta

O PSD quis ouvir de José Alberto Carvalho porque razão não aparece tantas vezes o PSD na estação pública. Está certo que todos os partidos devem ser tratados de igual forma, mas se o PSD se queixa, os Verdes e o PPM (está bem que estão coligados, mas estão lá!) haveriam de se atirar aos arames. Além de que há casos de silenciamento na comunicação social bem mais graves: lembram-se nas últimas presidenciais? Havia 6 candidatos à presidência, mas no debate televisivo só estavam 5. Garcia Pereira foi o sacrificado.

“Não conheço este princípio: um voto, uma notícia. É uma espécie de jornalismo Excel, é só preencher os espaços em branco”, disse o responsável, deixando uma pergunta aos deputados: “Quando um partido não tem notícias suficientes cria-se notícias ou pelo contrário boicotam-se notícias de um partido que já excedeu a quota?”.

A estiva

Pelos vistos o nosso primeiro-ministro comprou mais uma guerra (mais 200 e tal votos pro galheiro)… Desta vez com os homens da estiva, que não costumam ser flor que se cheire!

A barrascada geral

Para quem se escandaliza com ministros a fazerem cornos e deputados a mandarem outros para o “c…” digo uma coisa!

Relembro que a Assembleia da República é um órgão que serve para representar a nação (entenda-se os portugueses). Assim, não é transcendente que os que lá estão se comportem como portugueses, como cada um de nós no dia-a-dia (quem nunca chamou nomes à mãe do condutor da frente ou mesmo ao próprio condutor, nem que fosse em pensamento? quem nunca sugeriu a outrem passeios a lugares menos próprios?) Faz parte! E somos todos assim, quer queiramos quer não, mais ou menos ordinários mas acabamos por ser. Ora aqui está outro exemplo de portugalice nos trabalhos do nosso parlamento!

Afinal somos todos uma camada de barrascos!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ambição

Já se tem defendido neste espaço que está na hora da alternativa ao centrão. Já se têm apontado as razões da falta de idoneidade e novidade real do PS e PSD, que são meros partidos que existem em função do poder, ao invés de procurarem responder aos anseios reais das pessoas. O MEP apresenta-se como alternativa, e apresenta-se ambicioso.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A brasileira Maria João Pires

A pianista Maria João Pires vai renunciar à nacionalidade portuguesa, tornando-se aos 65 anos cidadã brasileira. A notícia é avançada pela Antena 2 da RDP, que adianta que a pianista se fartou “dos coices e pontapés que tem recebido do Governo português".

 

É certo que foi muito mal tratada, não só por este governo, mas penso que isto é excessivo. Parece quase uma birra. A regra geral é a de que um português está condenado a ser mal tratado pelos que os governam, independentemente de quem governe. Pode dizer-se que é infantil renunciar-se à nacionalidade portuguesa por esse motivo. Ou então, por nunca se ter habituado ao geral tratamento que é dado, geralmente, ao cidadão, merece essa renúncia. Portugal deixaria de existir se todos os que se sentem maltratados pelos governos renunciassem à nacionalidade. Só em professores são uns 200.000 mais juízes, policias………….