É ridícula a fulanização, o elogio do indivíduo, e o servilismo patético de toda uma máquina partidária, tudo em volta de um fulano: Sócrates. Já muitos se têm debruçado sobre o tema, não o faremos aqui.
Foi hoje apresentado o programa eleitoral do partido socialista (ou está sendo, por agora). As linhas mestras são: manutenção das políticas sociais e o olhar para o futuro por meio da modernização.
Não entendo como é possível que se olhe para o futuro por meio da modernização esquecendo as crianças e o investimento numa nova geração, autêntico e primeiro sustento do futuro. As políticas sociais desenvolvidas e a modernização são fantochadas que não resolvem a dramática taxa de natalidade em Portugal (em média cada mulher tem 1,36 filhos, quando o MÍNIMO necessário para garantir a renovação geracional é 2,1). É um drama esquecido pelos socialistas e até desprezado. Não é por falta de vontade que as mulheres têm menos filhos, é por falta de condições económicas e sociais. Demonstram-no estudos. É absolutamente patético o investimento na tecnologia infantil (aka Magalhães), o aumento insignificante do abono de família em detrimento de uma verdadeira política pela família.
Pergunto-me se os socialistas, que condenam a direita pela insensibilidade social, ao fim ao cabo, não desprezam também eles a sociedade, na sua célula mais elementar que é a família.
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