O amor é estaca que estanca o ser;
Um prego que perfura as veias quentes;
Uma tábua que espalma a ferver
Ossos, nervos e músculos valentes.
Funde-se o cabelo e espinho –a doer-
Fervilha o suor nas mãos dormentes,
O sangue explode de dor a roer,
Dobram-se as pernas fracas (que nem sentes);
O estalo do chicote nas feridas,
Sentir nas mãos abertas duras chagas
(A dor do mar que se mata nas vagas).
Mas tomai nota às coisas escondidas:
«Sendo senhoreado, ser senhor»:
- Morram poetas! É isto o amor!
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